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Aborto

A LOUCA ESTUPIDEZ DO ABORTISMO CONTEMPORÂNEO

Por Pedro Jácome*

Discutir com um abortista é tarefa cansativa, mas necessária. Abaixo, continuo a minha série de refutações contra os argumentos mais comuns em defesa dessa ideologia assassina. No final, que não sei quando vai ser, espero que os leitores do site possam contar com um manual de fácil acesso para ser acessado quando necessário.

Assim que começar uma discussão sobre o tema em qualquer espaço, identifiquem o argumento e reproduzam a respectiva resposta. A tendência é que o adversário corra de um para outro (saúde pública – direito – não é vida – Drauzio Varella etc), mas, no final, termine acuado como um rato.

 

2) “O aborto vai ser legalizado, é uma opção, ninguém vai ser obrigado a abortar”.

Na verdade, além da imoralidade absoluta da defesa do aborto fora das excludentes legais, o que mais me irrita nos defensores do aborto é que todos, TODOS, os argumentos deles são estúpidos. Mas este, pessoalmente, é o que me deixa mais enlouquecidamente irritado.

Eu confesso que já odeio tratar com gente burra para começo de conversa, mas quando pessoas burras querem me tratar como idiota, na tentativa de me ludibriar, tendo a ficar duas vezes mais irritados.

Quando eles me tratam como idiota, por pura condescendência, confesso que aí eu realmente perco a paciência.

É claro que ninguém acredita que a defesa do aborto é a defesa da obrigatoriedade do aborto. Pois a defesa da obrigatoriedade do aborto seria basicamente a defesa da extinção da humanidade.

O que não seria de todo ruim, pois isso impediria, por exemplo, que em 100 anos, alguém ainda tivesse que ler postagens de abortistas no Facebook.

Mas, na verdade, menos do que um argumento, a “não-obrigatoriedade do aborto” é só um expediente retórico introdutório ao famoso: “Eu não abortaria, mas não posso tomar essa escolha por outras pessoas”.

 

3) “Até os 3 meses é vida, mas não é vida humana”

Como todos os outros, este também é um argumento bastante estúpido.

Vamos raciocinar com exemplos: você já percebeu que “amarelo”, a cor, não existe no mundo? Você nunca viu “o amarelo”.

O que você viu foi um livro amarelo, um carro amarelo, uma parede amarela, um pássaro amarelo, uma cadeira amarela, etc.

Sua mente então, abstraiu que existe uma cor igual em todas essas coisas a que denominamos amarelo, de modo a conseguir pensar no amarelo como algo absoluto. Mas o amarelo absoluto não existe no mundo real, só existe abstratamente, na sua cabeça.

Então você consegue, por exemplo, imaginar o que é uma pessoa amarela, embora não exista ninguém amarelo (a não ser que você viva entre os Simpsons).

Mas o ponto é que a ideia de amarelo é uma abstração tirada de vários objetos amarelos que você efetivamente viu. No mundo real, se você disser “o amarelo”, as pessoas só são capazes de pensar no amarelo “em si” como abstração ou em coisas as quais se possa atribuir a característica de amarelo.

Com “vida”, é exatamente a mesma coisa.

Não existe “vida”.

O que você viu foram pessoas vivas, gatos vivos, cachorros vivos, pássaros vivos, bananeiras vivas, etc.

E então você abstraiu que existe “algo” em comum a todos esses seres que é a “vida”. Mas “vida” em si, não existe.

A vida, ou o estar vivo é um (bem, isso é metafisicamente muito complicado, mas vamos ser primários aqui) ESTADO de alguns seres.

Portanto, toda vida “pertence” a algum ser. Toda “coisa viva” é alguma coisa para começo de conversa, não podendo existir “vida” numa lacuna taxonômica.

Gatos geram gatos; samambaias geram samambaias; jacarés do papo amarelo geram jacarés do papo amarelo; e seres humanos geram seres humanos.

Qualquer coisa viva gerada por um ser humano será NECESSARIAMENTE um ser humano, não podendo ser um tamanduá bandeira, um coiote, uma maçaneta de porta, nem um abacate.

Logo, desde antes dos 3 meses, por imposição lógica, o bebê é um ser humano.

As outras possibilidades seriam a de o bebê, antes dos 3 meses estar num limbo taxonômico, ou seja, ser vida sem espécie. Um adjetivo sem substantivo.

Ou isso, ou o ser humano ser uma espécie mutante, que se torna humana após 3 meses de vida, sendo antes uma espécie de lagarta.

Ou ainda que exista um 3º estado do ser que não seja o vivo, que sucede a inexistência; e o morto que sucede a vida.

Vida e morte nos levam a mais um tópico.

 

4) “As mulheres morrem porque o aborto é ilegal”.

Sim, mulheres morrem porque praticaram aborto clandestinamente.  Acontece.

Não é legal, eu não fico feliz por isso. Muito pelo contrário.

No caso das mulheres que abortam, especificamente, eu entendo que muitas delas possam estar passando por momentos difíceis, pressão familiar, desespero, etc.

Eu não queria que elas pusessem sua vida em risco.

Mas quando nós defendemos a criminalização do aborto não é porque queremos punir as pessoas que praticam aborto, mas porque queremos proteger as pessoas que estão por nascer.

Do mesmo modo, ninguém criminaliza o homicídio porque quer punir assassinos, a punição a assassinos é reflexo de uma legislação que protege a vida das pessoas.

Nós não podemos abrir mão de leis por causa da consequência eventualmente sofrida por aqueles que as desrespeitam.

Novamente, é nonsense.

Se raciocinarmos dessa maneira, a polícia deveria evitar tentar libertar reféns para não pôr em risco a vida de sequestradores; nem perseguir ladrões de carro para evitar que eles sofram um acidente fatal.

É da natureza das coisas que a legislação não possa proteger integralmente aqueles que intentam infringi-la.

Se uma mulher sofrer complicações de saúde em decorrência de um aborto, ela será tratada no sistema de saúde. Assim como sequestradores baleados ou ladrões acidentados.

Mas eu não estou disposto a legalizar o aborto, o sequestro e o roubo, em nome da integridade física de criminosos.

Não é uma opinião que garante emojis de coração na sua timeline, mas pelo menos não é um raciocínio vergonhosamente estúpido.

PS: Se você não achar imbecil o raciocínio de que aborto deveria ser legalizado porque mulheres morrem, você deve estar ignorando que você, a priori, já não acha o aborto tão imoral ou ofensivo assim. Ou isso, ou você é burro, mesmo.

 

5) “Se fossem os homens que engravidassem, o aborto seria legal”.

Bem, o Drauzio Varella postou isso no seu twitter. O Dr. Drauzio é um sujeito incrivelmente burro.

Eu não sou médico, mas acredito que concepções ideológicas de mundo fazem mais mal ao raciocínio do que crack.

A possibilidade de engravidar é basicamente a diferença essencial entre homens e mulheres.

Quer dizer, homens têm barba, são mais agressivos, mais estúpidos, não conseguem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, não conseguem encontrar coisas diante deles, não pedem informação…

Mas a olho nu, sem microscópio, a diferença mais evidente para qualquer sujeito que observa a natureza dos dois sexos é que homens têm pênis e mulheres vaginas. Mulheres engravidam, homens não.

Se homens engravidassem, eles seriam mulheres.

O fato das mulheres engravidarem tem tudo a ver com papeis sociais durante a história.

Enfim… é idiotice completa.

O raciocínio do Dr. Drauzio seria facilmente respondido pelos meus primos mais velhos com o fantástico argumento: “se minha mãe tivesse uma carreira de peitos, ela seria uma porca”.

 

*Pedro Jácome é advogado e pós graduado em Direito Eleitoral.

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