QUEM SOMOS

Proveitos Desonestos é um site informativo, que chegou para esquentar o debate a respeito de alguns dos temas mais importantes da sociedade brasileira. Economistas, pedagogos e literatos podem criar urticária de tanto ciúme, mas não tem jeito: o crime, a violência, a segurança e todos os problemas anexos possuem direito de precedência.

Poderíamos citar números cabalísticos e tabelas multidimensionais para provar esse ponto, mas não acreditamos na eficácia do texto pesado. Basta lembrar que, para apreciar um quadro de Pollock ou discutir o último livro de Picketty, é necessário algo além de certa inclinação perversa da alma, que diz respeito à preservação da nossa integridade física.

Contudo, não nos interessa abordar a temática somente no seu sentido estrito. Do garotinho levado que rouba doces na loja de conveniência aos grandes cartéis do narcotráfico, das fraudes editoriais às campanhas de difamação, nada do que é desonesto nos será estranho.

A ideia não é só olhar para dentro do abismo, mas saber o caminho que leva a ele, sentir o cheiro que vem de lá, provar o musgo das bordas, jogar uma pedrinha para saber a profundidade e até descobrir se o abismo tem tampa.

Também vamos trazer conteúdo prático para o leitor que precisa aprender a viver num mundo em que não se pode contar sempre com a proteção de terceiros. Acreditamos profundamente no direito à busca pela segurança individual, familiar e comunitária, que vai além da cobrança pela atuação eficiente do Estado.

Nesses tempos de debate polarizado, Proveitos Desonestos chegou para virar a mesa e causar o máximo de constrangimento possível. Entramos na festa sem convite e black-tie para reclamar do uísque adulterado, tacar fora os quitutes que perderam a validade e investigar se os garçons andam metendo a mão no estoque de bebidas.

Certamente, vamos despertar polêmica, mas sem perder a pose. Não esperem comentários rasteiros da atualidade, notícias de última hora ou arroubos de indignação. Esse mundo pode ser muito feio e não vai ficar mais bonito porque demonstramos nossa revolta em pontos de exclamação e letras em Caps Lock. O filisteísmo só nos interessa como objeto de investigação. Aqui, até mesmo o que parece mera curiosidade é fruto de muito estudo e reflexão.

Prometemos só o crème de la crème, o patê de foie gras.

É isso ou o seu dinheiro de volta.

 

OS EDITORES

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Eduardo Matos de Alencar é escritor e sociólogo. Iniciou sua carreira de pesquisa e gestão de políticas de segurança pública em 2007, quando integrou a equipe responsável pela elaboração do Pacto Pela Vida. Graduado em ciências sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), cursou o mestrado em sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). De 2011 a 2013, trabalhou na gestão do programa UPP Social, nas comunidades do Batan, Cidade de Deus, Vidigal e Rocinha. Nos anos seguintes, auxiliou na implementação de políticas municipais de segurança e prevenção da violência na Prefeitura do Recife e do Ipojuca. Após se desiludir com as limitações do serviço público, decidiu se dedicar exclusivamente à pesquisa e ao ensino, ingressando no doutorado em sociologia pela UFPE. A idéia de publicar suas reflexões a respeito dos temas com que vem trabalhando há mais de dez anos surgiu da pretensão de trazer para o grande público um debate que tem se restringido a especialistas e operadores da área. Ainda que pautado por um ceticismo político que considera salutar, acredita no potencial do conhecimento para a desmistificação de preconceitos ideológicos e esclarecimento da sociedade.

 

foto_1Glauber Lemos, jornalista e sociólogo, possui experiência em métodos qualitativos e quantitativos de pesquisa social, além de lecionar sociologia e criminologia em instituições privadas de ensino superior. Começou a se interessar por temas sobre máfia, criminalidade e afins ainda quando adolescente, lendo Mario Puzo e James Ellroy, mas logo percebeu que nenhuma imaginação literária se aproximava da realidade criminosa brasileira e latino-americana. Conheceu Eduardo entre 2007 e 2008, quando teve breve experiência de gestão de políticas públicas de segurança junto à equipe responsável pela formulação do Pacto Pela Vida. Atualmente está encerrando um doutorado em sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. Como jornalista, vê com repugnância o processo crescente de desinformação que alimenta o noticiário brasileiro quando o assunto é criminalidade e políticas de segurança.